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domingo, maio 22, 2011

O Ilê Axé Odara na Luta contra a Dengue

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Com a dengue vamos guerrear
Promovendo campanhas para a sociedade educar
Convidando a população para se conscientizar
Do papel do cidadão que devemos desempenhar
Unidos a dengue temos que afastar.


O combate contra a dengue só está a começar
Precisamos de aliados
Para a guerra ganhar
E os índices de infestação
Começar a baixar.

Pessoas infectadas pedem a sua colaboração
Para não facilitar meios de reprodução
Eliminando o mosquito
As larvas não existirão
Estaremos com certeza derrotando esse vilão.


de Heloísa Lohanna Lemos Torres Araújo






Dia das mães no Ilê Axé Odara

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sábado, março 26, 2011

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quarta-feira, março 16, 2011

terça-feira, fevereiro 22, 2011

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

YEMANJÁ: 02 DE FEVEREIRO NO ILÊ AXÉ ODARA

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YEMANJÁ: 02 DE FEVEREIRO NO ILÊ AXÉ ODARA

Despertando um novo dia o sol brilhou ainda mais no céu, não que esse dia fosse qualquer outro dia, mas por que os elementos da natureza se uniram em homenagem ao mar no 02 de fevereiro. O sol nos presenteou com seu brilho e a chuva nos banhou lavando nossas dores e limpando nossa alma misturando o encanto da água doce com a salgada.
Odoyá!Inaê!Ye-Mele Iara!Rainha e sereia do mar! Essas saudações foram ecoadas, cantadas e até choradas por todos os mares em saudação a ELA que é a LINDA SEREIA DO MAR, não há nada como acordar com brilho das águas reluzindo em nossos olhos como uma paisagem que só se tem quando se está perto do mar.
Hoje o ILÊ AXÉ ODARA despertou em festa, nosso senhor OGUM nos abriu os caminhos guiando-nos ao encontro das águas de nossa mãe YEMANJÁ saudando principalmente a beleza, a riqueza, a maternidade e ao amor eterno que esse ORIXÁ transmite as filhas e filhos de santo espalhados por esta Bahia e por este país!
Viemos neste dia homenagear nossa mãe Yemanjá não somente por este ser o dia 02 de fevereiro, mas por todos os dias que ela nos tem cuidado, nos tem protegido e amado. O Ilê Axé Odara parabeniza a Rainha do mar pela oportunidade que tem de fazer o que é bom, o que é certo, a chance de pedir e agradecer pelas bênçãos e graças concedidas por meio dela.
Quando se tem o que pedir, pede-se. Quando se tem a agradecer, gratidão se transmite. Yemanjá é um Orixá muito popular na cultura brasileira principalmente no estado da Bahia, ela também está muito presente no Rio de Janeiro. Essa grande mãe como bem se fala é a mãe de quase todos os orixás, ela juntamente com nosso PAI OXALÁ.

GUIA-ME BELA SEREIA
“Na beira do mar eu a vi cantar,
Nas ondas sua calda veio a deslizar.
Seu canto nos atravessa com uma ponta de bondade e paz,
Teu encanto nos eleva a alma que com amor nos faz.
Guia-me bela sereia,
Andes comigo RAINHA DO MAR.
Em teu colo encontro descanso,
Em teus braços um belo remanso.
Eu canto pra te saudar,
Eu canto para que possas me iluminar.
Salve oh, minha mãe Yemanjá,
Odoyá!
Estrela que nos ilumina,
Os teus olhos a mim fascina.
Com seu encanto de menina,
A minha dor em tuas mãos se finda.
Guia-me bela sereia,
Pelas águas revoltas dessa minha vida.”

Autor (a): Rosana Santana, 02/02/2011.

Que nossa mãe nos traga força, felicidade, saúde,paz e tudo que nos seja bom! Que suas águas leve as mazelas desse mundo! Que ela continue nos guiando e dando forças ao nosso ILÊ AXÉ ODARA.

domingo, janeiro 23, 2011

Lenda de Oxum

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Oxum era muito bonita, dengosa e vaidosa. Como o são, geralmente, as belas mulheres. Ela gostava de panos vistosos, marrafas de tartaruga e tinha, sobretudo, uma grande paixão pelas jóias de cobre. Este metal era muito precioso, antigamente, na terra dos iorubás. Sí uma mulher elegante possuía jóias de cobre pesadas. Oxum era cliente dos comerciantes de cobre. Omiro wanran wanran wanran omi ro! "A água corre fazendo o ruído dos braceletes de Oxum!" 
Oxum lavava suas jóias, antes mesmo de lavar suas crianças. Mas tem, entretanto, a reputação de ser uma boa mãe e atende às súplicas das mulheres que desejam ter filhos. 
Oxum foi a segunda mulher de Xangô. A primeira chamava-se Oiá-Iansã e a terceira Obá. Oxum tem o humor caprichoso e mutável. Alguns dias, suas águas correm aprazíveis e calmas, elas deslizam com graça, frescas e límpidas, entre margens cobertas de brilhante vegetação. Numerosos vãos permitem atravessar de um lado a outro. Outras vezes suas águas, tumultuadas, passam estrondando, cheias de correntezas e torvelinhos, transbordando e inundando campos e florestas. Ninguém poderia atravessar de uma margem à outra, pois ponte nenhuma as ligava. 
Oxum não toleraria uma tal ousadia! Quando ela está em fúria, ela leva para longe e destrói as canoas que tentam atravessar o rio. 
Olowu, o rei de Owu, seguido de seu exército, ia para a guerra. Por infelicidade, tinha que atravessar o rio num dia em que este estava encolerizado. Olowu fez a Oxum uma promessa solene, entretanto, mal formulada. Ele declarou: " Se voce baixar o nível de suas águas, para que eu possa atravessar e seguir para a guerra, e se eu voltar vencedor, prometo a você nkan rere", isto é, boas coias. Oxum compreendeu que ele falava de sua mulher, Nkan, filha do rei de Ibadan. Ela Baixou o nível das águas e Olowu continuou sua expedição. Quando ele voltou, algum tempo depois, vitorioso e com um espólio considerável, novamente encontrou Oxum com o humor perturbado. O rio estava turbulento e com suas águas agitadas. Olowu mandou jogar sobre as vagas toda sorte de boas coisas, as nkan rere prometidas: tecidos, búzios, bois, galinhas e escravos. Mel de abelhas e pratos de mulukun, iguaria onde suavemente misturam-se cebolas, feijão fradinho, sal e camarões. 
Mas Oxum devolveu todas estas coisas boas sobre as margens. Era Nkan, a mulher de Olowu, que ela exigia. Olowu foi obrigado a submeter-se e jogar nas águas a sua mulher. Nkan estava grávida e a criança nasceu no fundo do rio. Oxum, escrupulosamente, devolveu o recém-nascido dizendo: "É Nkan que me foi solenemente prometida e não a criança. Tome-a!". As águas baixaram e Olowu voltou tristemente para sua terra. O rei de Ibadan, sabendo do fim trágico de sua filha, indignado declarou: "Não foi para que ela servisse de oferenda a um rio que eu a dei em casamento a Olowu!" Ele guerreou com o genro e o expulsou do país. 


Lenda de Oxum - Pierre Fatumbi Verger 

Conversa de Orixás

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quarta-feira, janeiro 19, 2011

Oxum, Senhora das águas doces.

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Deusa das cachoeiras e cascatas
Companheira de Oxossi, o dono das matas
E também a rainha Xangô
Eterna com seu abebe, quando dança é faceira


És dona do ouro, ó mãe verdadeira.


Sob o luar de prata, de joelhos eu vou implorar
Seu manto é meu acalento na hora da dor
E na minha tristeza meu pranto enxugou


Ora , iê iê o, mãe oxum, rainha do ijexá


Seu canto irradia alegria, traz, a paz.
Traz harmonia, em suas águas eu a vejo se banhar


Oxum, como é lindo vê-la bailar.


Vou pedir na cachoeira
Ora iê iê o, nunca me deixe sozinho

Eu sua filha, na sua mina tem ouro
Seu tesouro tem poder
Toda vez que eu precisar
Mamãe oxum venha me valer.


Axé

Orá Iiê Iiê Oxum

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Orá Iiê Iiê Oxum.

Salve dourada Senhora da pele de ouro,

Benditas são suas águas,

e essas mesmas águas lavam meu ser,

e me livram do mal.

Oxum,

Divina Rainha, bela Orixá,

Venha a mim caminhando na lua cheia.

Traga Mãe, em suas mãos,

Os lírios do amor e da paz.

Torne-me doce, sedutora, suave, como és.

Mamãe Oxum, me proteja, Orixá.

Que o amor seja constante em minha vida.

Que eu possa amar a tudo que existe.

Me proteja contra as mandigas e feitiçarias.

Dê a mim o néctar da sua doçura.

Mãe de ouro,

da beleza e do amor,

Senhora do mais puro Axé,

Valha-me hoje e sempre.


ENTRE CRENTES E ATEUS

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Nos ambientes relacionados à maioria das religiões, são comuns as infindáveis polêmicas fomentadas a partir de concepções dualísticas, não faltando apologistas de plantão, dispostos a digladiar na arena dos inflexíveis absolutos. Para estes, o mundo é preto ou branco, certo ou errado, do bem ou do mal, dirigido por Deus ou pelo diabo, anjos ou demônios, habitado por salvos e condenados que vão para o céu ou inferno. Observa-se, ainda, a dualidade excludente entre fé e ciência, matéria e energia, criacionismo e evolucionismo, vegetarianos e carnívoros, flamenguistas e corintianos, os que bebem destilado e os que do outro lado são abstêmios.

Tal percepção dualista, entretanto, dificilmente faz jus à realidade, pois entre os pretensos absolutos, entrincheirados atrás de barricadas erguidas sobre intransigentes argumentos, existem não poucas variáveis. Entre o dia e a noite, por exemplo, há uma infinidade de nuances; entre os bons e os maus, a linha divisória está longe de ser clara, até porque ninguém é totalmente mau ou totalmente bom. Lembremos, ainda, que muito do que é atribuído ao diabo por uns é, para outros, simplesmente divino.
Mesmo entre os religiosos fundamentalistas, é possível ouvi-los dizendo que a virtude está no meio; no meio de suas posições absolutistas, provavelmente não. Em termos religiosos, a crença na dualidade gerou a idéia do sagrado e do profano, o que acabou por restringir o sagrado a espaços limitados, limitantes e estanques, a demonizar o que é entendido como profano e, ainda, a levar ambos a excomungar e exorcizar mutuamente. E, nesta linha de raciocínio, ou na forma de pensamento e juízos de valores que estas crenças estabelecem, separam-se também os ateus dos crentes e dos religiosos. Aplicam-se, a ambos, os conceitos de dualidade, quase sempre, extremados e incoerentes. Assim, os ateus, aos olhos dos religiosos, habitam o outro pólo - são do mal e são maus, são profanos e profanam, do mundo e mundanos, relacionam-se com o mal e vão para o inferno. Da perspectiva dos ateus, os religiosos são ignorantes, inocentes úteis, atrasados, obtusos e vivem sob o ópio e a hipnose dos conceitos religiosos.
Os ateus são evolucionistas e os religiosos são criacionistas; os ateus são partidários da ciência empírica e os religiosos da fé abstrata. Neste lastimável enredo dirigido por egos rebelados do Self, ateus e religiosos duelam e alternam-se nos papéis de bandidos e mocinhos. Apesar de crerem habitar pólos diferentes, possuem em comum a gélida, improdutiva e perigosa frieza dos extremos; do calor aconchegante do amor, só conhecem de ouvir falar. Quem possui, concomitantemente, amigos religiosos e ateus, sabe que tudo isso não passa de preconceito gerado no terreno pobre da ignorância, que são nossas crenças ou incredulidades o que de fato separa e rotula. Sentimentos e expressões de amor, esperança e paz encontram-se tanto em ateus quanto em religiosos e também em meio a ambos há o farisaísmo e a hipocrisia. Além do que, no decorrer da história, ambos armaram-se das mais dantescas expressões de bestialidade e dos mais nobres atos de humanidade. Existem aqueles nos quais a consciência e a essência divina encontram-se expandidas, ainda que se autodefinam como convictos ateus, e os que, não obstante elucubrarem discursos recheados de fervor religioso e transcendental espiritualidade, continuam a assassinar a essência crística com as armas sombrias e densas do orgulho, da inveja e da ganância. Geralmente, quando rotulamos alguém, o fazemos a partir de uma de suas sub personalidades e de nossas próprias crenças e não a partir do self, da essência divina que juntos compartilhamos, quer sejamos crentes ou ateus. Trata-se de um exercício, geralmente mental, para o qual o coração não é convidado. A espiritualidade, necessária e possível a ateus e religiosos, emana da pureza do coração, do amor a vida em suas multifacetadas expressões, na atitude acolhedora, no comportamento destituído de preconceito, na consciência sempre a expandir, a semelhança do próprio universo. A espiritualidade não se fecha nunca, não se deixa definir ou enquadrar, não gera guetos e nem a eles se prende. Isso nos remete a Jesus. Para seus contemporâneos, Jesus era, ao mesmo tempo, do bem e do mau: tinha anjos e demônios, jejuava e orava, comia e bebia com pecadores. Para os doutores da lei, os donos da religião oficializada de seu povo e época, ele tinha demônios, era um apóstata, herege, mundano, profano, blasfemo; para os "cansados e sobrecarregados" da escravidão religiosa e política, ele era "o cara", pleno de bondade, verdade, liberdade, compaixão, misericórdia, acolhimento e perdão. Jesus não era religioso nem ateu, era a expressão exata do Eterno Mistério que nele se revelava. Sua espiritualidade não se enquadrava nos padrões religiosos de sua época e tampouco dos de hoje, até porque a espiritualidade pouco ou nada tem de religiosidade.


Um dia perceberemos o óbvio, isto é, que SOMOS TODOS UM. O que nos fará humanizados e unidos não será a lógica dos pensamentos, a razoabilidade dos argumentos, e sim a amorosidade e pureza do coração, pois, onde falta amor proliferam os argumentos e aprofundam-se as diferenças. Onde o amor existe, há economia de argumentos e abundância de entendimento.
Terminando, admito que me sinto privilegiado e feliz com atividades e comportamentos tanto de ateus quanto de religiosos. Encanta-me, por exemplo, ler e ouvir as crônicas esportivas do Juca Kfouri e os belos lances e lindos gols de Kaká. Acho ambos espiritualizados e espirituosos, ainda que um seja ateu e o outro religioso.

Oliveira Fidelis Filho

segunda-feira, janeiro 10, 2011

Festa dos Marujos

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Festa da marujada dia 29/01/2011 e teremos na nossa festa a peixada de Martin.
Queremos convidar a todos para vir nos prestigiar com sua presença!
Será uma noite de muita emoção e luz, essa é uma festa que acontecem coisas surpreendentes e até incríveis!Diferente de muitas outras, mas é uma festa em que a alegria e brincadeiras inusitadas por parte da marujada.
Venha e participa desse belíssimo evento, apareça apartir das 20:00hs,29 de Janeiro sábado.
Muito axé a todos!!!
Equipe Ilê Axé Odara



Endereço: Rua São Sebastião,n° 795
bairro: Fátima
Itabuna-ba

domingo, janeiro 02, 2011

Partilhar DESEJAMOS A TODOS UM ANO NOVO CHEIO DE GRANDES REALIZAÇÕES.

domingo, dezembro 19, 2010

Natal e a instituição Ilê Axé Odara

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Comemorando o NATAL e celebrando DUAS VIDAS!



Temos grandes motivos pra celebrar a vida e os benefícios que através dela nos são possiveis desfrutar, nós do Ilê Axé Odara há 30 anos comemoramos um natal harmonioso com familiares, amigos e filhos de santo. Não comemoramos apenas o natal, mas celebramos a vida de modo emocionante, pois nossos anfitriões completam 37 anos de casamento, este que sem dúvida é um exemplo para todos que os rodeiam. Para nós que somos amigos, família e filhos de santo é um honra pois são relacionamentos como este que nos dão a certeza de que ainda há por que acreditar em amor, harmonia, família e outros sentimento bons que nos dias de hoje quase tão raros.
Atualmente a tecnologia, a modernidade e os jovens têm manifestado um sentimento estranho quando nos referimos ao matrimônio como método sagrado de se firmar um relacionamento bem estruturado, claro que relacionamentos bem estruturados não são as aparências mas sim uma convivência de bons frutos como filhos muito bem educados e a experiência já sentida e vividas por ambos os conjuges. "BODAS DE AVENTURINA". São quase 4 décadas divindo e somando um na vida do outro. Comemoramos um natal cheio de luz, por que temos com certeza duas pessoas muito iluminadas por JESUS, mãe Guilé e Pai Gildo. À vocês feliz aniversário e que esse JESUS celebrado neste dia possa abençoar e iluminar a vida de vocês mais e mais!

Votos dos filhos, amigos e seus filhos de santo:

Autor(a): Rosana Santana

sexta-feira, dezembro 17, 2010

Etnobotânica de terreiros de candomblé nos municípios de Ilhéus e Itabuna, Bahia, Brasil.

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RESUMO: (Etnobotânica de terreiros de candomblé nos municípios de Ilhéus e Itabuna, Bahia, Brasil). As plantas, no universo das religiões de influência africana, apresentam grande valor por serem utilizadas para propósitos ritualísticos e de rotina pelas comunidades dos terreiros. O presente estudo objetivou identificar as diversas espécies utilizadas em rituais de Candomblé, com fins medicinais, indicadas por pais e mães-de-santo em terreiros nos municípios de Ilhéus e Itabuna, BA, fornecendo informações acerca da procedência das espécies (cultivo, feiras livres e extrativismo em Mata Atlântica e/ou áreas ruderais).
Entrevistas semi-estruturadas com 15 pais e mães-de-santo e coleta e identificação de material botânico foram realizadas em dez terreiros de Candomblé. Foram levantadas e identificadas 78 espécies pertencentes a 43 famílias, sendo Asteraceae (nove espécies), Lamiaceae (sete espécies), Fabaceae e Myrtaceae (quatro espécies cada) as de maior representatividade. A maioria dessas espécies é utilizada para fins medicinais (53,21%), seguidas daquelas utilizadas para fins litúrgicos (30,27%) e ornamentais (16,51%). Observou-se que o cultivo (39,89%) sobressaiu-se sobre a obtenção em feiras livres (25,53%) e/ou extrativismo (34,57%). Constatou-se que os conhecimentos místicos, culturais e etnobotânicos dos participantes mais efetivos e tradicionais do Candomblé são muito valiosos. Estudos de etnobotânica nesta área demonstram grande importância para que estas informações que remontam séculos e fazem parte da história e cultura de nosso povo não sejam perdidas.

Palavras-chave: rituais afro-brasileiros, plantas medicinais, extrativismo



A Etnobotânica obteve, nos últimos anos, grande destaque devido, principalmente, ao crescente interesse pelos produtos naturais (Parente & Rosa 2001), bem como à descoberta de novos usos das plantas (Clément 1998). Porém, a evidente descaracterização das comunidades tradicionais, acompanhada da destruição de hábitats e da inserção de novos elementos culturais, põe em risco um grande acervo de conhecimentos empíricos e um patrimônio genético de valor inestimável para as futuras gerações.

Muitas plantas cultivadas têm um emprego sacro no Candomblé, pois este culto compreende, entre outras formas de oblação, a dedicação de oferendas alimentares produzidas à base de plantas domesticadas (Trindade et al. 2000). Porém, de acordo com os mesmos autores, existe um outro sistema fundamental, indispensável ao funcionamento do culto: a liturgia das folhas, que envolve o emprego de plantas colhidas em área não cultivada.

Segundo Voeks (1997), a flora do Candomblé é produto da modificação humana na paisagem sendo caracterizada, predominantemente, por espécies que não são nativas do Brasil. Com o crescimento demográfico acelerado das grandes e médias cidades e a diminuição de áreas de floresta, os terreiros ou cultivam suas plantas em seus quintais, cada vez mais reduzidos, ou buscam estas em outros locais como “casas de folhas”, feiras livres e áreas ruderais.
O acervo de espécies utilizadas em rituais afro-brasileiros sofreu forte influência ameríndia e européia, especialmente a portuguesa. Camargo (1988) afirma que à medida em que os africanos foram se fixando em novas regiões do país, desprovidos dos recursos naturais de que dispunham em suas regiões de origem, encontraram, além daquelas plantas já conhecidas, uma série de outras espécies que se incorporam aos seus próprios costumes africanos.

quinta-feira, dezembro 16, 2010

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segunda-feira, novembro 22, 2010

Dia Nacional da Consciência Negra No Ilê Axé Odara

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No ultimo sábado, dia 20 de Novembro, celebramos em nosso Ilê o dia Nacional da Consciência Negra.
A 10º Conferência da Consciência Negra foi um evento comemorativo, no qual contamos com a presença de muitas personalidades de nossa comunidade e do cenário político da nossa sociedade.
Temas importantes foram abordados em palestras: Racismo e Desigualdade Social com o professor de história Marcio Santana; Zumbi dos Palmares com Rita Sena e sobre o dia Nacional das Baianas de Acarajé com Vaneusa Ferreira.
Com a organização administrativa da Diretora de Cultura Rosana Santana, do Secretário Igor de Jesus e da presidente do Conselho Fiscal Sirlene Celestino a conferência foi abrilhantada com a apresentação de vídeos, de teatro de fantoches, samba de roda, capoeira, maculelê, do grupo de dança Odara e das tradicionais baianas de acarajé e do Ilê Axé Odara.
Não esquecendo de salientar a participação conjunta de alguns membros que muito se dedicaram para a realização das apresentações.
Não faltou o AGEUM, com a degustação de
comidas típicas de nossa cultura como o acarajé e o abará.
O anfitrião da Conferência e presidente da Instituição Ilê Axé
Odara Gildo Soares, mais conhecido por Pai Gildo, que responde pela digina de

kualange recebeu a todos com muita alegria, relembrando a importância do papel do negro em nossa sociedade.


terça-feira, novembro 09, 2010

Brasil vai comemorar Dia da Baiana de Acarajé

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O que a baiana tem? Um dia para ela.
Lei publicada hoje torna 25 de novembro o Dia da Baiana do Acarajé

Os brasileiros passarão a comemorar também o Dia Nacional da Baiana de Acarajé. A celebração da data, definida para 25 de novembro, está formalizada em lei publicada no Diário Oficial da União.

As vendedoras de acarajé - iguaria que tem como base a combinação de feijão fradinho e azeite de dendê, com recheio principal de camarão - já têm sua atividade regularizada profissionalmente.

Consideradas patrimônio cultural imaterial do Brasil, as baianas foram homenageadas com a inauguração do Memorial da Baiana de Acarajé, em 2009, na capital baiana Salvador. O ofício das baianas é registrado como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura.

Entre as principais figuras típicas do país, elas são representadas como quesito obrigatório (ala das baianas) em um das maiores manifestações culturais do mundo, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro.

Caracterizadas com ojás na cabeça (espécie de turbante também chamado de torço), colares de fios-de-conta e longos vestidos brancos e armados, muitas das baianas são filhas ou mães de santo no candomblé, religião afrobrasileira.


quarta-feira, outubro 20, 2010

ARRUMBOBÔ OXUMARÉ, Amada Dan

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Salve adorada de Daomé.
Salve as sete cores que te revelam no céu.
Salve a água, salve a terra,
Amada Dan.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Comidas dos Orixás

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A preocupação com o comer é uma constante na vida do ser humano, transformando-se, quase sempre, na sua ocupação principal. A sorte, a ajuda, os pedidos para uma boa colheita, boa caça, um bom trabalho, etc. fizeram também sempre parte das preocupações, e como forma de agradar aos Orixás a comida era “partilhada”, no sentido em que os Orixás também comiam do mesmo tipo de comidas, e desta integração surge a força, a base para os pedidos, para agradecimentos - as comidas dos Orixás - ONGE BILE – as chamadas comidas secas.
São estas as comidas que são hoje em dia dadas em oferenda aos Orixás, fazendo parte de maioria dos rituais nos quais se invoca a sua presença, a sua participação ou ajuda. Desde os simples Ebós e Oferendas até aos mais complexos rituais de Iniciação, a comida é sempre uma parte muito importante.

Os ingredientes que a compõem, a forma como é confeccionada, tudo tem o seu preceito próprio, e assim, uma determinada comida, que contém determinados elementos energéticos, é apropriada para este ou para aquele Orixá especificamente.

Entenda-se que o Orixá não come “fisicamente”, mas alimenta-se, isso sim, da energia e da vibração da comida que lhe é oferendada, porque esta integra determinados elementos que se coadunam com a sua própria energia, com o seu campo vibratório e características naturais.

Abaixo encontra alguns exemplos das comidas que são oferendadas e também a forma cuidada como são apresentadas nas entregas.
Comida de:


EXU: Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, fígado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho e mel.


OGUM: Inhame, feijoada (em algumas nações), fígado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão.


IANSA: Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho.

XANGO: Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru.

OBA: Acarajé, amalá, abara e ovos.

OXOSSI: Axoxo (milho de canjica vermelha cozida enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha

LOGUM EDE: Axoxo, omolucum, inhame

OSAIN: Feijão preto, farofa, mel e fumo

OBALUAIE / OMULU: Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco.

OXUMARE: Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame

OXUM: Omolucum, xinxim de galinha, Apeté, ovos cozidos, milho com coco.

YEMANJA: Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva

NANA: Acaçá, arroz, inhame, feijão fradinho, omolucum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio.

OXALA: Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal,
(canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel.

Estaremos explanando melhor sobre vo assunto na página: Comidas dos Orixás.

terça-feira, outubro 12, 2010

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segunda-feira, outubro 11, 2010

Nossa Senhora Aparecida: A Rainha do Brasil

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Encarregados de garantir o almoço do conde de Assumar, então governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá, vários pescadores subiam o rio e lançavam as redes sem muito sucesso próximo ao porto de Itaguaçu.
Os pescadores fizeram seus preparativos, colocaram as canoas no Rio Paraíba e remaram em busca dos peixes, fazendo os primeiros lanços de rede no porto de José Correia Leite. Com bastante habilidade e perícia, lançavam e recolhiam a rede em diversos lugares, mas os peixes não apareciam. As horas corriam ligeiras, o relógio já marcava 23 horas, sem que as redes dos barcos espalhados em diferentes áreas, conseguissem trazer um peixe sequer. Desiludidos, quase todos os pescadores abandonaram a pescaria aproximadamente a meia-noite, certos de que aquele dia não era próprio para a pescaria, como diziam: " os peixes tinham sumido do rio". Só permaneceu um barco, com Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João.

Tinham sérios compromissos à serem atendidos e também, não é todo dia que chega um visitante ilustre em Guaratinguetá para ensejar-lhes a oportunidade de comercializar muitos peixes. Era uma chance que precisava ser aproveitada. Por causa da visita do Governador da Capitania, tinham sido recomendados pelo pessoal da Câmara: "se levassem muitos peixes seriam bem remunerados".
João Alves após lançar a rede em busca dos peixes, depara ao recolhê-la, com o corpo de uma pequena imagem de barro, sem cabeça, embaraçada nas malhas da rede. Examinou-a com cuidado e mostrou-a aos outros dois, que como ele, ficaram admirados com o achado. Envolveu-a na sua camisa e colocou-a num canto do barco. Remando um pouco mais para alcançar outra área, decidiu lançar a rede em busca dos peixes. Seus companheiros silenciosamente observavam. Outra surpresa ... Uma pequena bola de barro, bem menor que as malhas da rede, vinha embaraçada nela. Cuidadosamente removeu o lodo com a mão e viu tratar-se da cabeça da imagem! Era uma Santa feita de barro escuro... Era a imagem de uma Senhora...

Os três estavam admirados!... Como foi possível as malhas da rede reter aquela pequenina cabeça de imagem? Mas ela estava ali, desafiando as leis da física e das probabilidades, uma linda imagem escura, com feições delicadas, 39 centímetros de comprimento e pesando um pouco mais de quatro quilos. Era a Senhora "Aparecida" que surgia num véu de espumas das águas barrentas do Rio Paraíba.
Durante 15 anos, Pedroso ficou com a imagem em sua casa, onde recebia várias pessoas para rezas e novenas. Mais tarde, a família construiu um oratório para a imagem, até que em 1735, o vigário de Guaratinguetá erigiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros. Como o número de fiéis fosse cada vez maior, teve início em 1834 a construção da chamada Basílica Velha. O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município e, um ano depois, o papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua padroeira oficial.


Aqui, para nós brasileiros, a pesca milagrosa foi o sinal sensível que confirmava a presença Divina entre nós. O encontro da pequena imagem, serviu para identificar e nos lembrar a quem devemos recorrer nas dificuldades, nas angústias e tristezas que acontecem na caminhada existencial e a quem devemos direcionar as nossas súplicas para alcançarmos com mais facilidade e rapidez, a misericórdia do SENHOR.

NOSSA SENHORA, MÃE DE DEUS E NOSSA MÃE, se faz representar por aquela pequenina imagem de barro terracota, para percepção de todos e gravar indelevelmente no coração de seus filhos, sua presença amorosa, maternal e plena de carinho, no seio da nação brasileira, a fim de auxiliar e ajudar todos aqueles que necessitam de sua inefável e tão eficaz proteção.

A cor morena da imagem também tem um significado muito profundo, porque o CRIADOR ao escolher a cor negra para representar NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, quer simbolizar a fusão das diversas raças no território brasileiro, ensinando-nos que devemos viver harmoniosamente sem preconceitos. Assim, o culto a VIRGEM MARIA através da pequenina imagem escura, representa um sinal e garantia de libertação de "todos os escravos", dos cativos da opressão do trabalho que escraviza, dos prisioneiros do pecado e do vício, dos escravos da cor, dos escravos das bebidas e das drogas, num grito de repulsa contra o desamor, contra a falta de entendimento e contra as consciências embotadas pela discriminação e pelo racismo.

•Sincretismo da Nossa Senhora Aparecida: Oxum
•Devoção da Nossa Senhora Aparecida: Padroeira do Brasil.
•Data Comemorativa: 12 de Outubro.

terça-feira, outubro 05, 2010

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