domingo, maio 22, 2011
O Ilê Axé Odara na Luta contra a Dengue
sábado, março 26, 2011
quarta-feira, março 16, 2011
terça-feira, fevereiro 22, 2011
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
YEMANJÁ: 02 DE FEVEREIRO NO ILÊ AXÉ ODARA
Autor (a): Rosana Santana, 02/02/2011.
domingo, janeiro 23, 2011
Lenda de Oxum
quarta-feira, janeiro 19, 2011
Oxum, Senhora das águas doces.
És dona do ouro, ó mãe verdadeira.
Sob o luar de prata, de joelhos eu vou implorar
Seu manto é meu acalento na hora da dor
E na minha tristeza meu pranto enxugou
Ora , iê iê o, mãe oxum, rainha do ijexá
Seu canto irradia alegria, traz, a paz.
Traz harmonia, em suas águas eu a vejo se banhar
Oxum, como é lindo vê-la bailar.
Vou pedir na cachoeira
Ora iê iê o, nunca me deixe sozinho
Eu sua filha, na sua mina tem ouro
Seu tesouro tem poder
Toda vez que eu precisar
Mamãe oxum venha me valer.
Axé
Orá Iiê Iiê Oxum
Orá Iiê Iiê Oxum.
Salve dourada Senhora da pele de ouro,
Benditas são suas águas,
e essas mesmas águas lavam meu ser,
e me livram do mal.
Oxum,
Divina Rainha, bela Orixá,
Venha a mim caminhando na lua cheia.
Traga Mãe, em suas mãos,
Os lírios do amor e da paz.
Torne-me doce, sedutora, suave, como és.
Mamãe Oxum, me proteja, Orixá.
Que o amor seja constante em minha vida.
Que eu possa amar a tudo que existe.
Me proteja contra as mandigas e feitiçarias.
Dê a mim o néctar da sua doçura.
Mãe de ouro,
da beleza e do amor,
Senhora do mais puro Axé,
Valha-me hoje e sempre.
ENTRE CRENTES E ATEUS
Nos ambientes relacionados à maioria das religiões, são comuns as infindáveis polêmicas fomentadas a partir de concepções dualísticas, não faltando apologistas de plantão, dispostos a digladiar na arena dos inflexíveis absolutos. Para estes, o mundo é preto ou branco, certo ou errado, do bem ou do mal, dirigido por Deus ou pelo diabo, anjos ou demônios, habitado por salvos e condenados que vão para o céu ou inferno. Observa-se, ainda, a dualidade excludente entre fé e ciência, matéria e energia, criacionismo e evolucionismo, vegetarianos e carnívoros, flamenguistas e corintianos, os que bebem destilado e os que do outro lado são abstêmios.
semelhança do próprio universo. A espiritualidade não se fecha nunca, não se deixa definir ou enquadrar, não gera guetos e nem a eles se prende. Isso nos remete a Jesus. Para seus contemporâneos, Jesus era, ao mesmo tempo, do bem e do mau: tinha anjos e demônios, jejuava e orava, comia e bebia com pecadores. Para os doutores da lei, os donos da religião oficializada de seu povo e época, ele tinha demônios, era um apóstata, herege, mundano, profano, blasfemo; para os "cansados e sobrecarregados" da escravidão religiosa e política, ele era "o cara", pleno de bondade, verdade, liberdade, compaixão, misericórdia, acolhimento e perdão. Jesus não era religioso nem ateu, era a expressão exata do Eterno Mistério que nele se revelava. Sua espiritualidade não se enquadrava nos padrões religiosos de sua época e tampouco dos de hoje, até porque a espiritualidade pouco ou nada tem de religiosidade. segunda-feira, janeiro 10, 2011
Festa dos Marujos
Será uma noite de muita emoção e luz, essa é uma festa que acontecem coisas surpreendentes e até incríveis!Diferente de muitas outras, mas é uma festa em que a alegria e brincadeiras inusitadas por parte da marujada.
Venha e participa desse belíssimo evento, apareça apartir das 20:00hs,29 de Janeiro sábado.
Muito axé a todos!!!
Endereço: Rua São Sebastião,n° 795
bairro: Fátima
Itabuna-ba
domingo, janeiro 02, 2011
domingo, dezembro 19, 2010
Natal e a instituição Ilê Axé Odara
Comemorando o NATAL e celebrando DUAS VIDAS!
Votos dos filhos, amigos e seus filhos de santo:
sexta-feira, dezembro 17, 2010
Etnobotânica de terreiros de candomblé nos municípios de Ilhéus e Itabuna, Bahia, Brasil.
Entrevistas semi-estruturadas com 15 pais e mães-de-santo e coleta e identificação de material botânico foram realizadas em dez terreiros de Candomblé. Foram levantadas e identificadas 78 espécies pertencentes a 43 famílias, sendo Asteraceae (nove espécies), Lamiaceae (sete espécies), Fabaceae e Myrtaceae (quatro espécies cada) as de maior representatividade. A maioria dessas espécies é utilizada para fins medicinais (53,21%), seguidas daquelas utilizadas para fins litúrgicos (30,27%) e ornamentais (16,51%). Observou-se que o cultivo (39,89%) sobressaiu-se sobre a obtenção em feiras livres (25,53%) e/ou extrativismo (34,57%). Constatou-se que os conhecimentos místicos, culturais e etnobotânicos dos participantes mais efetivos e tradicionais do Candomblé são muito valiosos. Estudos de etnobotânica nesta área demonstram grande importância para que estas informações que remontam séculos e fazem parte da história e cultura de nosso povo não sejam perdidas.
Palavras-chave: rituais afro-brasileiros, plantas medicinais, extrativismo
A Etnobotânica obteve, nos últimos anos, grande destaque devido, principalmente, ao crescente interesse pelos produtos naturais (Parente & Rosa 2001), bem como à descoberta de novos usos das plantas (Clément 1998). Porém, a evidente descaracterização das comunidades tradicionais, acompanhada da destruição de hábitats e da inserção de novos elementos culturais, põe em risco um grande acervo de conhecimentos empíricos e um patrimônio genético de valor inestimável para as futuras gerações.
Muitas plantas cultivadas têm um emprego sacro no Candomblé, pois este culto compreende, entre outras formas de oblação, a dedicação de oferendas alimentares produzidas à base de plantas domesticadas (Trindade et al. 2000). Porém, de acordo com os mesmos autores, existe um outro sistema fundamental, indispensável ao funcionamento do culto: a liturgia das folhas, que envolve o emprego de plantas colhidas em área não cultivada.
Segundo Voeks (1997), a flora do Candomblé é produto da modificação humana na paisagem sendo caracterizada, predominantemente, por espécies que não são nativas do Brasil. Com o crescimento demográfico acelerado das grandes e médias cidades e a diminuição de áreas de floresta, os terreiros ou cultivam suas plantas em seus quintais, cada vez mais reduzidos, ou buscam estas em outros locais como “casas de folhas”, feiras livres e áreas ruderais.
O acervo de espécies utilizadas em rituais afro-brasileiros sofreu forte influência ameríndia e européia, especialmente a portuguesa. Camargo (1988) afirma que à medida em que os africanos foram se fixando em novas regiões do país, desprovidos dos recursos naturais de que dispunham em suas regiões de origem, encontraram, além daquelas plantas já conhecidas, uma série de outras espécies que se incorporam aos seus próprios costumes africanos.
quinta-feira, dezembro 16, 2010
segunda-feira, novembro 22, 2010
Dia Nacional da Consciência Negra No Ilê Axé Odara

terça-feira, novembro 09, 2010
Brasil vai comemorar Dia da Baiana de Acarajé
Os brasileiros passarão a comemorar também o Dia Nacional da Baiana de Acarajé. A celebração da data, definida para 25 de novembro, está formalizada em lei publicada no Diário Oficial da União.
As vendedoras de acarajé - iguaria que tem como base a combinação de feijão fradinho e azeite de dendê, com recheio principal de camarão - já têm sua atividade regularizada profissionalmente.
Consideradas patrimônio cultural imaterial do Brasil, as baianas foram homenageadas com a inauguração do Memorial da Baiana de Acarajé, em 2009, na capital baiana Salvador. O ofício das baianas é registrado como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério da Cultura.
Caracterizadas com ojás na cabeça (espécie de turbante também chamado de torço), colares de fios-de-conta e longos vestidos brancos e armados, muitas das baianas são filhas ou mães de santo no candomblé, religião afrobrasileira.
quarta-feira, outubro 20, 2010
ARRUMBOBÔ OXUMARÉ, Amada Dan
Salve as sete cores que te revelam no céu.
Salve a água, salve a terra,
Amada Dan.
quarta-feira, outubro 13, 2010
Comidas dos Orixás
São estas as comidas que são hoje em dia dadas em oferenda aos Orixás, fazendo parte de maioria dos rituais nos quais se invoca a sua presença, a sua participação ou ajuda. Desde os simples Ebós e Oferendas até aos mais complexos rituais de Iniciação, a comida é sempre uma parte muito importante.
Os ingredientes que a compõem, a forma como é confeccionada, tudo tem o seu preceito próprio, e assim, uma determinada comida, que contém determinados elementos energéticos, é apropriada para este ou para aquele Orixá especificamente.
Entenda-se que o Orixá não come “fisicamente”, mas alimenta-se, isso sim, da energia e da vibração da comida que lhe é oferendada, porque esta integra determinados elementos que se coadunam com a sua própria energia, com o seu campo vibratório e características naturais.
Abaixo encontra alguns exemplos das comidas que são oferendadas e também a forma cuidada como são apresentadas nas entregas.
Comida de:
EXU: Pipocas, farofa de farinha de dendê, farinha com pinga, farinha com mel, bife no azeite de dendê, bofe, fígado, coração de boi, acaçá amarelo, carne assada, vinho e mel.
OGUM: Inhame, feijoada (em algumas nações), fígado, coração de boi, feijão fradinho, feijão preto, bagre com molho de camarão.
IANSA: Acarajé redondo frito no dendê, rodelas de inhame cozido refogado com dendê e cebola, amalá, feijão fradinho.
XANGO: Amalá, acarajé longos, rabada com camarão seco, cebola ralada, quiabos e azeite de dendê, caruru.
OBA: Acarajé, amalá, abara e ovos.
OXOSSI: Axoxo (milho de canjica vermelha cozida enfeitado com fatias de coco), frutas, espiga de milho cozido, pamonha
LOGUM EDE: Axoxo, omolucum, inhame
OSAIN: Feijão preto, farofa, mel e fumo
OBALUAIE / OMULU: Aberem, pipocas, feijão preto, feijão fradinho, bisteca de porco.
OXUMARE: Aberem, feijão com milho, feijão fradinho com ovos, inhame
OXUM: Omolucum, xinxim de galinha, Apeté, ovos cozidos, milho com coco.
YEMANJA: Ebô de milho branco com azeite doce ou mel, peixe cozido com pirão de farinha de mandioca, arroz cozido doce enfeitado com fatias de maça, manjar de maizena, canjica cozida branca e refogada com camarões e cebola com azeite de oliva
NANA: Acaçá, arroz, inhame, feijão fradinho, omolucum de feijão branco enfeitado com ovos cozidos cortados ao meio.
OXALA: Tudo branco, Ebô de milho branco sem sal,
(canjica branca), clara de ovos, Acaçá branco, rodelas de inhame cozido com mel.
Estaremos explanando melhor sobre vo assunto na página: Comidas dos Orixás.
terça-feira, outubro 12, 2010
segunda-feira, outubro 11, 2010
Nossa Senhora Aparecida: A Rainha do Brasil
Encarregados de garantir o almoço do conde de Assumar, então governador da província de São Paulo, que visitava a Vila de Guaratinguetá, vários pescadores subiam o rio e lançavam as redes sem muito sucesso próximo ao porto de Itaguaçu.Os pescadores fizeram seus preparativos, colocaram as canoas no Rio Paraíba e remaram em busca dos peixes, fazendo os primeiros lanços de rede no porto de José Correia Leite. Com bastante habilidade e perícia, lançavam e recolhiam a rede em diversos lugares, mas os peixes não apareciam. As horas corriam ligeiras, o relógio já marcava 23 horas, sem que as redes dos barcos espalhados em diferentes áreas, conseguissem trazer um peixe sequer. Desiludidos, quase todos os pescadores abandonaram a pescaria aproximadamente a meia-noite, certos de que aquele dia não era próprio para a pescaria, como diziam: " os peixes tinham sumido do rio". Só permaneceu um barco, com Domingos Alves Garcia, seu filho João Alves e Felipe Pedroso, cunhado de Domingos e tio de João.
Tinham sérios compromissos à serem atendidos e também, não é todo dia que chega um visitante ilustre em Guaratinguetá para ensejar-lhes a oportunidade de comercializar muitos peixes. Era uma chance que precisava ser aproveitada. Por causa da visita do Governador da Capitania, tinham sido recomendados pelo pessoal da Câmara: "se levassem muitos peixes seriam bem remunerados".
João Alves após lançar a rede em busca dos peixes, depara ao recolhê-la, com o corpo de uma pequena imagem de barro, sem cabeça, embaraçada nas malhas da rede. Examinou-a com cuidado e mostrou-a aos outros dois, que como ele, ficaram admirados com o achado. Envolveu-a na sua camisa e colocou-a num canto do barco. Remando um pouco mais para alcançar outra área, decidiu lançar a rede em busca dos peixes. Seus companheiros silenciosamente observavam. Outra surpresa ... Uma pequena bola de barro, bem menor que as malhas da rede, vinha embaraçada nela. Cuidadosamente removeu o lodo com a mão e viu tratar-se da cabeça da imagem! Era uma Santa feita de barro escuro... Era a imagem de uma Senhora...
Os três estavam admirados!... Como foi possível as malhas da rede reter aquela pequenina cabeça de imagem? Mas ela estava ali, desafiando as leis da física e das probabilidades, uma linda imagem escura, com feições delicadas, 39 centímetros de comprimento e pesando um pouco mais de quatro quilos. Era a Senhora "Aparecida" que surgia num véu de espumas das águas barrentas do Rio Paraíba.
Durante 15 anos, Pedroso ficou com a imagem em sua casa, onde recebia várias pessoas para rezas e novenas. Mais tarde, a família construiu um oratório para a imagem, até que em 1735, o vigário de Guaratinguetá erigiu uma capela no alto do Morro dos Coqueiros. Como o número de fiéis fosse cada vez maior, teve início em 1834 a construção da chamada Basílica Velha. O ano de 1928 marcou a passagem do povoado nascido ao redor do Morro dos Coqueiros a município e, um ano depois, o papa Pio XI proclamava a santa como Rainha do Brasil e sua padroeira oficial.
Aqui, para nós brasileiros, a pesca milagrosa foi o sinal sensível que confirmava a presença Divina entre nós. O encontro da pequena imagem, serviu para identificar e nos lembrar a quem devemos recorrer nas dificuldades, nas angústias e tristezas que acontecem na caminhada existencial e a quem devemos direcionar as nossas súplicas para alcançarmos com mais facilidade e rapidez, a misericórdia do SENHOR.
NOSSA SENHORA, MÃE DE DEUS E NOSSA MÃE, se faz representar por aquela pequenina imagem de barro terracota, para percepção de todos e gravar indelevelmente no coração de seus filhos, sua presença amorosa, maternal e plena de carinho, no seio da nação brasileira, a fim de auxiliar e ajudar todos aqueles que necessitam de sua inefável e tão eficaz proteção.
A cor morena da imagem também tem um significado muito profundo, porque o CRIADOR ao escolher a cor negra para representar NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO APARECIDA, quer simbolizar a fusão das diversas raças no território brasileiro, ensinando-nos que devemos viver harmoniosamente sem preconceitos. Assim, o culto a VIRGEM MARIA através da pequenina imagem escura, representa um sinal e garantia de libertação de "todos os escravos", dos cativos da opressão do trabalho que escraviza, dos prisioneiros do pecado e do vício, dos escravos da cor, dos escravos das bebidas e das drogas, num grito de repulsa contra o desamor, contra a falta de entendimento e contra as consciências embotadas pela discriminação e pelo racismo.
•Sincretismo da Nossa Senhora Aparecida: Oxum
•Devoção da Nossa Senhora Aparecida: Padroeira do Brasil.
•Data Comemorativa: 12 de Outubro.


























